Artigos Basquetebol

O Processo Evolutivo do Basquete

- Por Leonardo T. Josgrilberg (Baideck)

O Basquetebol completa, neste ano de 2006, 115 anos de existência. Ao longo deste período as normas e regulamentos que regem a estrutura do jogo foram alteradas inúmeras vezes, sempre com a intenção de manter vivo o espírito do esporte da bola ao cesto: dinamismo para quem pratica, emoção para quem assiste e, principalmente, evitar de forma deliberada a existência de violência nas ações dos atletas. Logo, nos primeiros anos de prática, percebeu-se que o espaço da quadra de jogo estava pequeno para as disputas que eram realizadas por duas equipes de nove jogadores cada, já que a turma do Prof. James Naismith era composta de dezoito alunos. Então em 1897, o número de jogadores, por equipe, foi reduzido para cinco, adequando ao espaço da quadra a fim de tornar o Basquetebol mais dinâmico e emocionante.

Outra modificação importante foi à colocação das tabelas (retângulos de madeira) onde passaram a estar fixadas as cestas. Esta medida impedia que o público que observava a partida tentasse modificar a trajetória da bola quando a mesma era arremessada. Já no século XX, as tabelas passaram a ser confeccionadas em vidro temperado para proporcionar maior estabilidade ao complexo da cesta. No ano de 1937, um importante fundamento foi introduzido no Basquetebol: o drible (ato de impulsionar a bola contra o solo) pois, até então, os jogadores só podiam passar a bola para um companheiro e deslocar-se sem a mesma. Caso contrário, a equipe perdia a posse de bola.

A partir da presença do drible, é que os atletas puderam correr mantendo a posse da bola consigo, empurrando-a contra a quadra e originando movimentos novos de grande habilidade como as fintas, além daquelas sensacionais arrancadas de um lado ao outro da quadra. Este tipo de jogada os americanos chamam de "Coast to Coast".

Com o passar dos anos os atletas estavam mais ágeis e velozes e o contato físico voltou a aumentar muito, descambando para o lado da violência. Imediatamente, após esta percepção, a FIBA passou a limitar o número de faltas que um atleta poderia cometer em uma partida. Primeiramente, em quatro, depois passando a cinco faltas. Quando um atleta atingia este limite, automaticamente, ele estava desclassificado da partida, podendo ser substituído por um companheiro, porém, não podendo voltar mais a participar daquela disputa.

Outra estratégia elaborada pela FIBA foi de limitar o número de faltas que uma equipe poderia cometer em um período do jogo, permitindo ao adversário cobrar lances-livres (arremessos de um ponto) quando este limite era atingido. Atualmente, quando uma equipe comete quatro faltas em um quarto do jogo, estoura este limite. Assim, a partir da quinta falta coletiva, a equipe adversária recebe o direito de arremessar dois lances-livres, independente do local onde a falta ocorreu. Em fevereiro estaremos abordando as modificações que a FIBA realizou para aumentar o dinamismo das partidas.

Um forte abraço.

De bandeja: Em janeiro de 2006, uma equipe norte americana de basquete de rua (Street Ball) veio ao Brasil, na cidade de São Paulo para uma exibição que agregava Basquetebol e Hip-Hop. O que foi observado foi um show de habilidades no drible e nas fintas com a bola, além de enterradas sensacionais. Esta equipe denominada "And One" é uma versão moderna dos "Harlem Globetrotters".



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