Artigos Futsal

A Influência da mídia na análise e evolução do jogo de futsal

- Por Marco Bruno

Os esportistas de pijamas são os principais privilegiados dos dias atuais. Em casa, acomodado dia inteiro em sua poltrona ou até na cama, aficcionado por esportes, tem a sua disposção, as mais variadas modalidades.

Transmissões em canais abertos ou nos demais, oferecem de tudo: Basquetebol, Voleibol, Natação, Automobilismo (Fórmula 1, Indy, Ford, Três Truck, etc), Tênis, Bilhar, Boliche, Vale-Tudo e por aí vai. Basta apertar o controle remoto, é uma festa!

A garotada sabe tudo e tem verdadeiros ídolos na NBA por exemplo. É normal ver uma partida de Handebol numa rede estrangeira, ou um jogo de Voleibol masculino ou feminino, em emissoras do Brasil e exterior.

Para falar especificamente do Futebol, o chamado velho esporte bretão, pode ser visto, se o fanático quiser, vinte e quatro horas por dia. Para infelicidade das mulheres (existem muitas que detestam futebol. Você sabia?) tem futebol na tv o dia inteiro, a semana toda.

Campeonatos espanhol, italiano, inglês, alemão, holandês, argentino, brasileiro da primeira, segundona, Copas Uefa, Toyota, do Brasil, etc e etc e tal.

Aqui, começamos a entrar no nosso assunto. Ao contrário do futsal, no futebol globalizado de hoje, está fácil demais, se aprofundar no conhecimento dos jogadores. Não só conhecendo, mas principalmente, estabelecendo uma comparação entre eles e consequentemente, uma fixação do valor de cada um, no mercado de negócios.

"Puxa, se o Tevez veio para o Corinthians por dezoito milhões de dólares, por quanto o Santos vai vender o Robinho?" "Pô, o zagueiro central reserva do Cruzeiro, é muito melhor do que o titular do Grêmio." "Com a bola que o Cicinho tá jogando, ele tem que ser convocado pelo Parreira."

Todos: treinadores, dirigentes, empresários e torcedores em geral, têm na mídia a sua maior aliada, no trabalho de observação dos atletas e profissionais que a utilizam para a demonstração de seus trabalhos.

E não é só a televisão não. Jornais que estampam manchetes de primeira página, dizendo que o time titular do Flamengo, "estraçalhou" os reservas no coletivo. Emissoras de rádio AM e FM, que contam até a cor da cueca do Romário. Aos domingos à noite, corremos sério risco de ter uma "congestão futebolística". É mesa redonda em quase todos os canais.

Entre os jornalistas e profissionais da mídia esportiva em geral (existem muitos ex-jogadores, ex-árbitros e ex-treinadores, que não são jornalistas mas atuam como se fossem) acontece algo interessante.

Quase todos clamam por renovação, sobretudo no quadro de dirigentes de clubes. Realmente a grande maioria dos integrantes da classe dos chamados "carlotas" é brincadeira, todavia a turma da imprensa, com raras exceções, também necessita de urgente reformulação.


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