


Entrevista com o Prof. Fernando Ferretti:
Pró-Esporte: Prof. Ferreti, com o senhor vê o futsal hoje no Brasil e o que podemos esperar a curto prazo?
Prof. Fernando Ferretti: Acho que o Futsal brasileiro tem problemas para manter seus principais jogadores e a suas revelações pelos mesmos motivos que enfrenta o Futebol, guardadas as devidas proporções. Enquanto nossa moeda for tão desvalorizado frente ao euro e nossos graves problemas sociais existirem não há com evitar a saída de nossos atletas.
A curto prazo deveríamos chegar ao profissionalismo de verdade. Assim, os clubes europeus que levam nossos jogadores, pagariam por eles. Com contrato em vigor, treinadores e jogadores teriam mais segurança para trabalhar e os clubes teriam recursos para seguir revelando novos atletas.
Pró-Esporte: Prof. Ferretti, em relação ao futsal, sabemos que este não é o desporto que criamos, desenvolvemos e dominamos. O futsal tem regras diferentes, dimensionamentos de área de jogo diferentes e bolas diferentes. Estas mudanças radicais foram feitas para melhorar o desporto ou para favorecer os europeus?
Prof. Fernando Ferretti: Acho que melhoraram o desporto de uma maneira geral. O jogo, com espetáculo ficou muito mais dinâmico e taticamente temos muito mais recursos. Os europeus como sempre jogaram em quadras grandes levaram alguma vantagem, mas como dominar-mos esta dificuldade, o jogo mais técnico prevalecerá. Não tenho nenhuma saudade daquele jogo monótono da regra antiga, da época da FIFUSA.
Pró-Esporte: Prof. temos nos últimos confrontos com a Espanha vendo que o que eles chamam de um grande padrão tático é na verdade um forte poder de marcação e com a posse de bola um jogo com poucos riscos em termos de ataque, isto é, preferem jogar nos nossos erros. Qual sua opinião sobre esta situação?
Prof. Fernando Ferretti: Concordo absolutamente com a sua colocação. É exatamente isso a tal supremacia européia. Pura defesa bem equilibrada e um jogo de ataque sem riscos e baseado na técnica dos estrangeiros(brasileiros) que atuam no país.
Acho que o Brasil já aprendeu demasiadas lições e estaremos prontos para dar a resposta no Mundial de 2008. Confio muito no trabalho do PC e sua comissão técnica a frente da seleção brasileira.

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